
O vice-governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), aparece na liderança da corrida pelo governo estadual, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (27/8). O emedebista registra 37% das intenções de voto no cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados.
O ex-governador Marconi Perillo (PSDB) aparece em segundo lugar, com 20%, enquanto o senador Wilder Morais (PL) tem 12%. O levantamento foi encomendado pela TV Anhanguera.
Na sequência estão Luis Cesar Bueno (PT), com 4%, Luciana Amorim (UP) e Danilo Pinheiro Evangelista da Silva (PCO), ambos com 0%. Outros 7% afirmaram que pretendem votar em branco ou nulo ou que não vão votar. Os indecisos somam 20%.
- Daniel Vilela (MDB): 37%
- Marconi Perillo (PSDB): 20%
- Wilder Morais (PL): 12%
- Luis Cesar Bueno (PT): 4%
- Luciana Amorim (UP): 0%
- Danilo Pinheiro Evangelista da Silva (PCO): 0%
- Branco/nulo/não vai votar: 7%
- Indecisos: 20%
Apesar da liderança de Vilela, parte significativa do eleitorado ainda não considera a escolha definitiva. Segundo a pesquisa, 58% afirmam que já decidiram o voto, enquanto 42% dizem que ainda podem mudar de candidato até a eleição, marcada para 4 de outubro.
Maioria ainda não cita candidato espontaneamente
Quando os entrevistados não recebem uma lista com os nomes dos candidatos, Daniel Vilela também aparece na frente, mas com uma vantagem menor. Ele é citado espontaneamente por 17% dos eleitores.
Marconi Perillo aparece com 4% e Wilder Morais, com 3%. Outros nomes somam 1%. O percentual de eleitores que não soube responder ou ainda está indeciso chega a 74%.
Pesquisa espontânea
- Daniel Vilela (MDB): 17%
- Marconi Perillo (PSDB): 4%
- Wilder Morais (PL): 3%
- Outros: 1%
- Branco/nulo/não vai votar: 1%
- Indecisos: 74%
A pesquisa também testou dois possíveis confrontos em um segundo turno. Nos dois cenários apresentados, Daniel Vilela aparece à frente.
Contra Marconi Perillo, o emedebista teria 53% das intenções de voto, ante 28% do tucano. Outros 8% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos dois, enquanto 11% não souberam responder.
Já em uma disputa contra Wilder Morais, Vilela alcança 56%, enquanto o candidato do PL registra 18%. Nesse cenário, 11% optariam por branco, nulo ou nenhum dos candidatos, e 15% permanecem indecisos.
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Saúde é apontada como principal problema de Goiás
A saúde aparece como a principal preocupação dos eleitores goianos. O tema foi citado por 37% dos entrevistados quando questionados sobre o maior problema do estado.
A violência vem em segundo lugar, com 15%, seguida por economia (9%), educação (6%) e infraestrutura (6%).
Confira os principais problemas apontados:
- Saúde: 37%
- Violência: 15%
- Economia: 9%
- Educação: 6%
- Infraestrutura: 6%
- Corrupção: 4%
- Pobreza/desigualdade: 4%
- Desemprego: 3%
- Enchentes: 1%
- Outros: 5%
- Nenhum problema/não tem: 3%
- Não sabe/não respondeu: 7%
Eleitorado se divide sobre continuidade do governo
A pesquisa também mediu o que os eleitores esperam da próxima administração estadual. 38% defendem que o próximo governador faça mudanças apenas no que não está funcionando bem, enquanto 36% preferem a continuidade do trabalho atual.
Outros 24% consideram necessária uma mudança completa no governo. Dois por cento não souberam ou não responderam. O levantamento avaliou ainda a preferência dos eleitores em relação ao alinhamento político do próximo governador.
Um governador independente é a opção escolhida por 37% dos entrevistados. O mesmo percentual, 37%, prefere que o próximo chefe do Executivo estadual seja aliado de Flávio Bolsonaro. Já 20% gostariam de um governador alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Quando questionados especificamente sobre o impacto de um eventual apoio de Lula, 17% afirmaram que isso aumentaria a chance de votar no candidato apoiado pelo presidente. Para 43%, o apoio não mudaria a decisão, enquanto 37% disseram que diminuiria a possibilidade de voto.
O apoio de Flávio Bolsonaro tem impacto diferente: 35% afirmam que aumentaria a chance de votar no candidato, 39% dizem que não faria diferença e 23% afirmam que diminuiria essa possibilidade.
Entre os nomes mais conhecidos da disputa, Marconi Perillo apresenta o maior índice de rejeição. 49% dos entrevistados afirmam conhecê-lo, mas dizem que não votariam nele.
Daniel Vilela tem rejeição de 23%, enquanto Wilder Morais aparece com 22%. O cenário muda quando se considera o grau de conhecimento dos demais candidatos: a maioria dos eleitores afirma não conhecer Luis Cesar Bueno, Danilo Pinheiro e Luciana Amorim.

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