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Renan Santos propõe substituir Justiça do Trabalho e critica fim da escala 6x1

Candidato do Missão diz que processos trabalhistas deveriam tramitar na Justiça Cível e propõe modelo de contratação alternativo à CLT e ao MEI

Segundo Renan,  o Brasil possui
Segundo Renan, o Brasil possui "a pior Justiça trabalhista do mundo" - (crédito: Reprodução)

O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, defendeu nesta quinta-feira (27/08) que a Justiça do Trabalho seja gradualmente substituída e que as demandas trabalhistas passem a ser analisadas pela Justiça Cível.

A declaração foi feita durante sabatina promovida pela CBN, Valor Econômico e O Globo. “Eu acho que ela (Justiça do Trabalho) tem que se encaminhar para uma obsolescência e substituição. Não, eu não acabo com a Justiça. Eu acho que é um caminho, é um caminho natural”, afirmou.

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Durante a entrevista, Renan criticou o modelo atual das relações de trabalho no país e declarou que o Brasil possui “a pior Justiça trabalhista do mundo”. O candidato também afirmou que o país registra o maior número de ações trabalhistas. Na avaliação dele, o sistema deveria passar por mudanças para se aproximar de modelos adotados em outros países. “Acho que nenhum país desenvolvido no mundo trabalha com o modelo de trabalho que nós temos”, disse.

Renan também voltou a se posicionar contra o fim da escala 6x1, regime que prevê seis dias de trabalho para um de descanso. Segundo o candidato, uma eventual redução da jornada com manutenção dos salários elevaria os custos das empresas e poderia aumentar a informalidade e o desemprego. Ele citou principalmente setores que dependem de mão de obra, como comércio e serviços, como áreas que poderiam sentir os efeitos da mudança.

Questionado sobre a possibilidade de alterar uma eventual medida aprovada pelo Congresso Nacional, caso chegasse à Presidência, Renan respondeu que faria a mudança e defendeu uma nova reforma trabalhista. A proposta, segundo ele, teria como objetivo criar uma alternativa aos modelos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e do Microempreendedor Individual (MEI). Para o candidato, uma nova forma de contratação poderia ampliar a formalização e reduzir custos para empresas e trabalhadores.

Renan afirmou ainda que o modelo que pretende apresentar deverá estabelecer um limite para a jornada semanal, garantir um período mínimo de descanso e adotar o pagamento por hora trabalhada. Apesar da posição contrária ao fim da escala 6x1, o candidato disse defender a manutenção do limite atual de 44 horas semanais. A proposta de reforma trabalhista ainda deverá ser detalhada pela campanha.

*Estagiária sob supervisão de Rafaela Gonçalves 

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postado em 27/08/2026 16:44
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