CONGRESSO

Leila do Vôlei será relatora da MP da "taxa das blusinhas"

Medida precisa ser analisada até 8 de setembro para que tributação não seja retomada

Leila Barros (PDT-DF) é aliada do governo no Senado Federal -  (crédito:  Andressa Anholete/Agência Senado)
Leila Barros (PDT-DF) é aliada do governo no Senado Federal - (crédito: Andressa Anholete/Agência Senado)

A senadora Leila Barros (PDT-DF), também conhecida como Leila do Vôlei, deve ser a relatora da medida provisória que pôs fim à taxa das “blusinhas”, imposto de importação federal de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. 

Para a tributação seguir zerada, a MP precisa ser aprovada na Comissão Mista e nos Plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal até 8 de setembro. A eleição do colegiado deve ocorrer nesta sexta-feira (28/8), com o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) assumindo a presidência da comissão. 

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O deputado afirmou ao Correio que defenderá a manutenção do texto da MP. “Eu defendo que é legítimo, um direito do povo brasileiro, manter o texto”, disse. O parlamentar ainda vê um cenário “super positivo” para aprovação da matéria na comissão. 

Há acordo para votar a MP na próxima semana. Ele foi selado em reunião nesta semana entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP). 

“Avança no Congresso Nacional a MP que acaba com a ‘taxa das blusinhas’. O fim da taxa é uma demanda da população e vai aliviar o bolso de milhões de brasileiros que compram pela internet”, disse Motta nas redes sociais após o encontro com os chefes do Executivo e Legislativo.

A matéria é considerada prioritária para o governo pelo seu grande apelo popular. Levantamento da Atlas/Bloomberg de março deste ano revelou que 62% dos brasileiros consideram a “taxa das blusinhas” o maior erro do governo atual. 

A taxa foi implementada em agosto de 2024 com a intenção de proteger a indústria nacional, que argumentava que a isenção do imposto em compras internacionais prejudicava a competitividade do mercado interno. 

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postado em 27/08/2026 15:17 / atualizado em 27/08/2026 15:20
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