
A campanha da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), reagiu às acusações de suposto uso da máquina pública para disseminação de notícias falsas contra adversários políticos e afirmou que pretende levar o caso à Justiça. A manifestação ocorre após uma reportagem da Record denunciar uma possível estrutura dentro do governo estadual voltada à produção e propagação de conteúdos falsos em meio ao período eleitoral.
Em nota, a campanha classificou as acusações como uma tentativa do PSB de substituir o debate sobre propostas por denúncias que, segundo os aliados da governadora, não estariam acompanhadas de provas. O grupo também afirmou que já mobilizou advogados para responsabilizar judicialmente os responsáveis pela divulgação do que considera mentiras contra Raquel.
"A poucas semanas da eleição, o PSB continua usando suas velhas práticas, trocando o debate de propostas por uma coletiva de acusações", afirmou a campanha. O partido é adversário de Raquel na disputa pelo governo de Pernambuco.
A nota também busca afastar da governadora a responsabilidade sobre eventuais irregularidades envolvendo servidores públicos. Segundo a campanha, foi Raquel quem determinou a exoneração imediata de um servidor após tomar conhecimento de sua conduta e ordenou a apuração dos fatos.
"A campanha de Raquel Lyra é feita à luz do dia, com nome, rosto e assinatura", diz o texto. "Foi a governadora quem, diante da conduta de um servidor, determinou sua exoneração imediata e a apuração dos fatos."
A defesa política ocorre em um momento de acirramento da disputa eleitoral em Pernambuco, com os principais grupos políticos do Estado elevando o tom dos ataques. A campanha de Raquel sustenta que a denúncia estaria sendo utilizada politicamente para desgastar a governadora às vésperas da eleição.
A reportagem exibida pela Record levantou suspeitas sobre o uso da estrutura pública para a produção e circulação de conteúdos falsos contra o candidato do PSB, João Campos, ex-prefeito do Recife. Diante das acusações, a campanha afirma que eventuais responsabilidades devem ser apuradas pelas autoridades competentes, mas rejeita que as suspeitas sejam apresentadas como fatos consumados.
"A tentativa de transformar acusação em fato, sem prova e no calendário eleitoral, será enfrentada onde deve ser: na Justiça", afirmou a campanha.

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