
O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) citou, nesta quinta-feira (27/8), como medidas de redução dos gastos públicos o fechamento de estatais e o “estrangulamento de excessos” em incentivos fiscais. Programas sociais, por outro lado, não seriam cortados, pois, na sua avaliação, “não brigam com equilíbrio fiscal”.
“Vou mexer em gastos, emendas impositivas, estatais — vou fechá-las imediatamente. [...] concordo que vou fazer uma avaliação (sobre revisão de isenções fiscais). [...] vou estrangular os excessos que existem em incentivos (fiscais)”, afirmou em sabatina promovida pelo TMC News.
No campo da segurança pública, Caiado afirmou que o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT, "entregou a soberania do país ao Comando Vermelho e ao Primeiro Comando da Capital (PCC)".
“Hoje, CV e PCC mandam mais no Brasil do que o Estado brasileiro. Isso é algo que eu vou recuperar e tomar de volta o Brasil desses bandidos”, disse.
CLT é “arcaica”
Ainda durante a sabatina, Caiado avaliou que o regime de trabalho CLT atual é “arcaico” e que, se eleito, responderá às demandas da juventude, com mais liberdade de escolha sobre as horas trabalhadas.
Ao ser questionado sobre o fim da escala de trabalho 6x1, em tramitação no Congresso Nacional, o ex-governador de Goiás se disse favorável ao 5x2. No entanto, defendeu que a discussão no parlamento fosse aprofundada e ampliada, para se entender os impactos econômicos nos setores.
Ele criticou a “pressa” dada ao assunto às vésperas das eleições e relacionou o andamento a um desejo do governo em desviar o foco da investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) do filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

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