EUA

Juízes negam pedido para recolocar nome de Trump no Kennedy Center

Quando Trump assumiu o cargo em 2025, substituiu o conselho de curadores do Kennedy Center, que posteriormente o elegeu presidente do colegiado

O John F. Kennedy Memorial Center for the Performing Arts fica em Washington, D.C -  (crédito: Reprodução/Kennedy Center)
O John F. Kennedy Memorial Center for the Performing Arts fica em Washington, D.C - (crédito: Reprodução/Kennedy Center)

Um painel de três juízes negou nesta quarta-feira (8/7), um pedido do conselho diretor do Kennedy Center para recolocar o nome do presidente Donald Trump na instituição. O pedido havia sido feito em recurso a uma decisão anterior que considerou a inclusão do nome de Trump ilegal e determinou sua revogação.

Trata-se de mais um revés para o conselho de curadores, presidido por Trump, em uma disputa que começou no início deste ano, quando o Kennedy Center passou a se chamar "The Donald J. Trump and John F. Kennedy Memorial Center for the Performing Arts". O local, que fica em Washington, é o principal centro de artes cênicas dos Estados Unidos e foi inaugurado como um memorial ao ex-presidente morto em 1963.

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A inclusão do nome de Trump e a batalha judicial que se seguiu tornaram-se um símbolo do esforço mais amplo do presidente para deixar sua marca - e, neste caso, seu próprio nome - na capital do país durante seu mandato final.

Os juízes escreveram, na decisão desta quarta-feira (8/7), que o conselho de curadores "não conseguiu demonstrar como sofrerá um dano irreparável" se o nome de Trump permanecer fora do prédio durante o andamento do recurso.

O conselho havia argumentado que a retirada do nome "ameaça prejudicar" os esforços de arrecadação de fundos, mas os magistrados concluíram que essa alegação foi apresentada sem o respaldo de "fatos ou provas específicas".

O Kennedy Center não respondeu imediatamente a um pedido de comentário enviado por e-mail pela agência de notícias Associated Press (AP).

"Seu nome não profana mais este memorial sagrado, que pertence ao povo americano", afirmou a deputada federal Joyce Beatty, democrata do estado de Ohio, que ajuizou a ação. "Agora é hora de o governo Trump aceitar isso, cumprir a lei e retirar as lonas."

Ela se referia às lonas instaladas sobre andaimes que ocultaram o local de onde foi retirado o nome de Trump e que ainda cobrem essa parte da fachada de mármore do edifício.

Quando Trump assumiu o cargo em 2025, substituiu o conselho de curadores do Kennedy Center, que posteriormente o elegeu presidente do colegiado. Seu nome foi rapidamente acrescentado ao prédio. Em seguida, um juiz federal decidiu que a alteração era ilegal, dando início à disputa judicial.

*Com informações da Associated Press (AP).

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postado em 08/07/2026 19:41
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