TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO

Trump diz ser o "número 1" na lista de alvos do Irã após novos ataques

Apesar de cessar-fogo firmado em junho, Washington e Teerã retomam ofensivas e miram infraestruturas estratégicas

Trump disse ainda não acreditar que um conflito generalizado com o Irã -  (crédito: Mandel Ngan/AFP)
Trump disse ainda não acreditar que um conflito generalizado com o Irã - (crédito: Mandel Ngan/AFP)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump declarou, nesta quarta-feira (8/7), ser o "número 1 na lista de alvos do Irã", além de diversas outras afirmações sobre a guerra que ocorre no Oriente Médio.

A fala foi concedida em entrevista à imprensa durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), sedidada na Turquia. "Eu prefiro ser o número um no TikTok, mas sou o número um na lista para ser morto", afirmou.

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O norte-americano disse ainda não acreditar que um conflito generalizado com o Irã iria despontar depois das novas ofensivas realizadas entre a noite de terça-feira (7/7) e a madrugada desta quarta (8/7).

"Não acho que vá começar de novo. Acho que vai passar muito rápido. Eles atingiram alguns navios, e então nós os atingimos com muito mais força. Qualquer coisa que aconteça vai acabar muito rápido... e só vai tornar as coisas mais seguras, inclusive para o petróleo", disse o presidente.

Ameaças

Horas antes, o republicano havia anunciado um "grande ataque" contra o Irã para esta noite de quarta-feira (8/7). "Vou dar um pequeno aviso: vamos atacá-los com força esta noite", disse a repórteres, emendando: "Se for preciso, cortaremos o sistema de energia elétrica e as estações de tratamento de água, mas não queremos isso."

Segundo Trump, o retorno dos ataques mútuos significa que o bloqueio norte-americano ao Estreito de Ormuz pode ser retomado. O presidente declarou também que os países integrantes da Otan apoiaram o envio de embarcações caça-minas para auxiliar a liberar a rota.

Ataques à Ilha de Karg

O presidente norte-amerocano também informou nesta quarta (8/7) que a Ilha de Karg, que responde por cerca de 90% das exportações de petróleo do Irã, foi um dos alvos atingidos pela ofensiva de terça-feira (7/7) dos EUA.

"Atacamos a ilha de Kharg ontem, e eu falei: 'Não encostem no petróleo', porque talvez tomemos a ilha e não há nada que eles possam fazer sobre isso."

Oficialmente, os dois países se encontram em meio a um cessar-fogo, firmado em junho, em forma de um acordo de paz preliminar. Entretanto, ambos retomaram a troca de ataques.

Investidas são retomadas

Na noite de terça-feira (7/7), as Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram uma operação militar contra alvos no Irã, após acusarem Teerã de envolvimento em ataques a embarcações comerciais que navegavam pelo Estreito de Ormuz.

O governo iraniano classificou a ação americana como uma "violação evidente" do acordo de paz e respondeu com o lançamento de mísseis contra instalações militares dos EUA localizadas no Bahrein e no Kuwait durante a madrugada desta quarta-feira.

Os dois países do Golfo hospedam importantes estruturas militares norte-americanas. No Bahrein está baseada a 5ª Frota da Marinha dos EUA, enquanto o Kuwait abriga o comando das operações do Exército americano na região. Após os ataques, as autoridades de ambos os países emitiram alertas de mísseis à população.

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postado em 08/07/2026 16:03
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