
O mercado de bioinsumos no Brasil alcançou R$ 6,2 bilhões em 2025, com crescimento impulsionado pela ampliação do uso desses produtos nas lavouras. A área tratada chegou a 194 milhões de hectares, uma expansão superior a 28% em relação ao ano anterior. Os dados são do CropData, portal de dados da CropLife Brasil, divulgados nesta terça-feira (31/3), em São Paulo.
Os bioinsumos são produtos usados no controle de pragas e doenças ou para melhorar o desenvolvimento das plantas, geralmente a partir de organismos naturais, como bactérias e fungos. O aumento da adoção está relacionado à necessidade de combater pragas resistentes e à busca por práticas agrícolas mais sustentáveis.
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Entre 2022 e 2024, o crescimento médio da área tratada foi de 15% ao ano, indicando uma tendência de expansão contínua no setor.
Entre os segmentos do setor, os biofungicidas, utilizados no combate a doenças causadas por fungos, registraram o maior avanço, com crescimento de 41% em valor e faturamento de R$ 1,4 bilhão em 2025. O desempenho está ligado ao uso em culturas como soja, milho e algodão, especialmente no controle de doenças como ferrugem e mofo branco. A área tratada com esses produtos também aumentou, chegando a 26 milhões de hectares.
Os bioinseticidas, usados para combater insetos-praga, lideram o mercado em participação, com 35% do total e faturamento de R$ 2,1 bilhões. A área tratada com esses produtos chegou a 47 milhões de hectares em 2025.
Já os bionematicidas, voltados ao controle de nematoides (parasitas do solo), somaram R$ 1,8 bilhão e atingiram 44 milhões de hectares tratados. Esse segmento apresentou uma expansão de cerca de 60% na área entre 2024 e 2025.
Inoculantes consolidam uso em larga escala
Os inoculantes, que ajudam as plantas a absorver nutrientes, especialmente o nitrogênio, seguem como o segmento mais consolidado. Eles representam 40% da área tratada, com 77 milhões de hectares em 2025.
O uso é amplamente difundido na soja, com cerca de 90% de adoção, e vem crescendo também no milho e na cana-de-açúcar, contribuindo para reduzir a necessidade de fertilizantes químicos.
Centro-Oeste lidera; MATOPIBA ganha espaço
O Mato Grosso se mantém como principal mercado de bioinsumos, concentrando cerca de 25% da área tratada e do valor movimentado. O estado lidera devido à forte presença de culturas como soja, milho e algodão.
São Paulo aparece na sequência, impulsionado pela produção de cana-de-açúcar, enquanto a região do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) já responde por 11% da área tratada e apresenta crescimento acelerado.
O avanço do mercado não se deve apenas à expansão das áreas cultivadas, mas principalmente ao aumento da adoção pelos produtores, com mais aplicações e integração entre produtos biológicos e químicos. A diversificação dos produtos disponíveis e a entrada de novos fornecedores também contribuíram para ampliar o acesso e fortalecer a competitividade no campo.

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