
A artista japonesa de vanguarda Yayoi Kusama, cujas obras baseadas na repetição obsessiva de padrões a tornaram mundialmente famosa, faleceu aos 97 anos de idade. O comunicado publicado em seu site oficial informou que ele faleceu em um hospital em Tóquio, no Japão, no dia 14 de agosto, mas não especificou a causa da morte.
"Ao longo de uma vida extraordinária inteiramente dedicada à criação artística, Kusama construiu uma aclamada carreira internacional como artista pioneira de vanguarda, cuja produção abrangeu artes visuais, performance, ficção e poesia", disse a nota.
"Ela continuou a pintar até seus últimos dias, sem nunca largar o pincel, e prosseguiu em sua exploração do amor eterno e da alma eterna", completa o comunicado.
Facilmente reconhecível por sua chamativa peruca vermelha e suas roupas de bolinhas, sua obra exuberante foi a expressão de uma longa luta pela saúde mental. Kusama partiu do Japão em direção a Nova York aos 27 anos, lá rapidamente conquistou notoriedade com suas pinturas, inspiradas em alucinações de luzes piscando, pontos e flores que via desde a infância.
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Segundo o site da artista, as "visões e alucinações" de sua infância inspiraram seus primeiros desenhos, baseados em bolinhas e redes, que marcariam de forma definitiva um estilo muito peculiar e reconhecível.
De volta ao Japão nos anos 1970, Yayoi decidiu, voluntariamente, ser internada em um hospital psiquiátrico em Tóquio, onde viveu pelo resto de sua vida.
Entre 2013 e 2014, a exposição Obsessão Infinita foi sucesso de público no Brasil, passando por Brasília e Rio de Janeiro, através do CCBB e em São Paulo, no Instituto Tomie Ohtake, somando mais de 2 milhões de visitantes em sua trajetória nacional.
A exposição reuniu aproximadamente 100 obras criadas entre 1949 e 2012, incluindo pinturas, esculturas e as icônicas instalações imersivas de espelhos e bolinhas, que convidam o público a interagir e fazer parte da obra.
Desde 2023, a artista tem uma galeria permanente no Instituto Inhotim, em Brumadinho (MG). O ambiente conta com duas instalações de Kusama: I’m here, but nothing, que recria uma sala de estar comum coberta de pontos fluorescentes e brilhantes, e Aftermath of Obliteration of eternity, composta por uma sala de espelhos infinita e pequenas lanternas douradas.

Diversão e Arte
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