ELEIÇÕES 2026

Kiko Caputo promete "choque de honestidade" e fim do loteamento político

No 6° Encontro Nacional de Lideranças, o candidato defendeu valorização do servidor público, uso de quadros técnicos na gestão e revisão do acordo do BRB no STF

Kiko Caputo (Novo) enfatizou que a recomposição do funcionalismo é urgente e será viabilizada pela contenção de desvios éticos e pelo aumento da eficiência administrativa -  (crédito: Ed Alves/CB/DA.Press)
Kiko Caputo (Novo) enfatizou que a recomposição do funcionalismo é urgente e será viabilizada pela contenção de desvios éticos e pelo aumento da eficiência administrativa - (crédito: Ed Alves/CB/DA.Press)

O candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF), Kiko Caputo, afirmou, nesta quinta-feira (27/8), que a responsabilidade fiscal e a valorização do servidor público são compromissos inegociáveis de sua plataforma política. Caputo defendeu a aplicação de um "choque de honestidade" para fechar os ralos da corrupção e combater o loteamento político na administração pública.

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A proposta central do postulante é substituir as indicações políticas nos cargos de chefia por servidores de carreira altamente qualificados, gerando a eficiência e a economia necessárias para garantir reajustes salariais e a reestruturação das carreiras no funcionalismo público.

Como uma de suas primeiras medidas de governo, o candidato garantiu que irá denunciar a negociação, relativa ao Banco de Brasília (BRB), em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF) caso ela seja concretizada. Caputo criticou o impacto negativo que essa decisão traz para a categoria e frisou a urgência de defender os direitos dos trabalhadores da capital.

“Me assusta esse acordo que estão tentando fazer no Supremo em detrimento dos servidores públicos. Assim que assumirmos, se esse acordo prevalecer, nós vamos denunciá-lo. É impensável para os próximos quatro anos não darmos aumento nem reestruturarmos as carreiras”, declarou.

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Ele enfatizou que a recomposição do funcionalismo é urgente e será viabilizada pela contenção de desvios éticos e pelo aumento da eficiência administrativa. Para abrir espaço no orçamento e viabilizar esses investimentos na valorização do funcionalismo, Caputo pretende extinguir as indicações políticas em mais de 21 mil cargos de direção existentes na estrutura do GDF.

O candidato criticou o modelo atual, argumentando que essas vagas são entregues majoritariamente a pessoas desqualificadas e sem compromisso técnico. Ele ressaltou que a presença de gestores públicos capacitados mudará drasticamente a qualidade dos serviços prestados à população do DF.

“Segundos nós vamos acabar com esse loteamento eleitoreiro irresponsável dos cargos públicos. Quando a gente começar a preencher esses cargos com servidores públicos, nós teremos uma gestão muito mais eficiente e acabaria o desperdício de dinheiro”, afirmou.

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A transição para uma gestão de perfil puramente técnico é apontada pelo candidato como o caminho para eliminar o desperdício de recursos, exemplificado por ele com o caso de uma paciente que permaneceu 36 dias ocupando um leito de hospital e consumindo insumos apenas para aguardar uma cirurgia simples de vesícula.

De acordo com Caputo, o fim dessas ineficiências operacionais fará com que o dinheiro público renda mais, resultando em políticas públicas eficientes e na sobra de recursos financeiros para valorizar quem atua na linha de frente do serviço público.

O postulante ao Palácio do Buriti concluiu assegurando que a harmonia entre o rigor orçamentário e os investimentos nas carreiras públicas trará benefícios para toda a sociedade brasiliense. “A partir do momento que eles começarem a gerir efetivamente a máquina pública, nós teremos políticas públicas muito mais eficientes e sobrará dinheiro para todo mundo”.

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postado em 27/08/2026 15:28
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