
A candidata ao Governo do Distrito Federal (GDF) Paula Belmonte (PSDB) propõe recuperar até 30% do orçamento público do DF por meio do combate à corrupção e à má gestão para financiar a valorização e a contratação de novos servidores públicos. A declaração foi apresentada ao responder, no 6° Encontro Nacional de Lideranças, realizado nesta quinta-feira (27/8), como pretende conciliar a responsabilidade fiscal com a capacidade de investimento e a valorização das carreiras públicas.
Para viabilizar essa meta, a candidata planeja criar um gabinete de transparência em parceria com seu candidato a vice-governador, o juiz Everardo Ribeiro (PSDB), garantindo que os recursos recuperados sejam revertidos diretamente na gestão e no funcionalismo local.
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O redirecionamento desse montante, atualmente considerado perdido pela falta de controle administrativo, segundo a candidata, é a principal estratégia de Belmonte para recompor a máquina pública sem desrespeitar os limites fiscais.
A candidata citou um estudo que aponta o desperdício de quase um terço do orçamento do DF com desvios e falhas de gestão. “Primeiro, nós temos um estudo que infelizmente mostra que 30% do nosso orçamento é diluído em corrupção e falta de boa gestão. Nós vamos fazer um gabinete para que a gente possa trazer transparência e mais de 30% do que hoje já temos de orçamento para que a gente possa fazer a gestão e investimento nos servidores, e a contratação de mais servidores”.
Com o resgate dessas verbas, ela disse que será possível não apenas investir e valorizar as carreiras dos servidores que já estão na ativa, mas também realizar a contratação de novos profissionais para atender à população.
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No campo das entregas sociais, Paula associa o equilíbrio das contas públicas diretamente à assistência de 198 mil famílias que vivem em situação de pobreza no Distrito Federal. Com base nesse dado, as propostas prioritárias da candidata incluem a implementação de escolas em tempo integral para garantir a segurança alimentar de crianças que dependem da merenda escolar.
“Como fazer isso? Fazendo uma escola integral que traga segurança alimentar para as nossas crianças, porque temos 198 mil famílias na pobreza aqui do Distrito Federal, crianças que vão para se alimentar na escola, e essa realidade a gente precisa conhecer”, enfatizou.
Na saúde, ela defende a presença obrigatória de médicos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Unidades Básicas de Saúde (UBSs) para humanizar e fortalecer o atendimento primário. “Nós precisamos trazer os médicos para atender as pessoas nas UPAs e nas UBSs, onde está a saúde primária, onde a pessoa começa a se sentir acolhida, porque o acolhimento faz parte dessa relação humana e desse cuidado”.
Já na segurança pública, o foco mencionado é garantir que os filhos das famílias brasilienses possam ir e voltar da escola em segurança. A candidata encerrou sua fala reforçando o compromisso de gerir o DF com responsabilidade fiscal aliada ao cuidado humano.
“Na segurança pública, a gente precisa simplesmente dar segurança para aquela mãe que o seu filho vai para a escola e não é assaltado. Então, vamos fazer tudo com responsabilidade fiscal, mas com humanidade e com cuidado ao ser humano”, salientou a postulante.

Cidades DF
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