CB.SAÚDE

"Doença silenciosa", alerta especialista para crescimento do diabetes

Endocrinologista Polyana Gomes destaca relação entre aumento da obesidade, mudanças nos hábitos alimentares e crescimento dos casos de diabetes no país

 27/08/2026. Crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press. Brasil.  Brasilia - DF. CB Saúde com a endocrinologista Polyana Gomes. Na bancada, Sibele Negromonte e Paloma Oliveto. -  (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
27/08/2026. Crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press. Brasil. Brasilia - DF. CB Saúde com a endocrinologista Polyana Gomes. Na bancada, Sibele Negromonte e Paloma Oliveto. - (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)

A endocrinologista Polyana Gomes foi a convidada do CB.Saúde — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília —, nesta quinta-feira (27/8), para falar sobre o avanço do diabetes no Brasil. Às jornalistas Sibele Negromonte e Paloma Oliveto, a especialista apresentou o panorama atual da doença no país. Ela estima que, a cada 100 brasileiros, pelo menos 10 possam ter a doença. "O diabetes é silencioso", destacou.

Segundo Polyana, o diabetes tem avançado de forma significativa no Brasil, em um cenário associado principalmente ao crescimento da obesidade e às mudanças no estilo de vida da população. "A doença tem crescido por conta do que chamamos de pandemia da obesidade. Vivemos em um mundo moderno em que as pessoas não têm mais tempo de fazer um exercício e a própria alimentação ficou mais rápida e fácil", disse.

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Para a endocrinologista, entre os principais fatores de risco, está histórico familiar. "Quando há muitos casos na família um diagnóstico é a hora de rever a alimentação. Na prática, essa mudança de hábito alimentar para prevenção do diabetes é ter uma escolha mais saudável. Com o tempo, pela praticidade, as pessoas foram ingerindo mais carboidratos, incluindo o açúcar, que são mais acessíveis, e sem se dar conta o peso aumenta", afirmou.

O consumo de açúcar refinado também merece atenção, de acordo com Polyana. A especialista reconheceu o prazer associado aos doces e a relação emocional que muitas pessoas desenvolvem com esse tipo de alimento. “A ingestão desse insumo leva ao aumento temporário de produção de insulina e com o passar do tempo ela cai e a pessoa vai querer comer novamente o açúcar. Há uma dependência em que quanto mais você come, mais vai querer comer”, enfatizou.

Confira a entrevista completa abaixo.

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DC
postado em 27/08/2026 15:51 / atualizado em 27/08/2026 16:52
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