
Um homem, de 27 anos, foi preso preventivamente, suspeito de integrar uma rede de pedofilia que recrutava adolescentes pela internet para produzir conteúdo pornográfico. De acordo com as investigações, ele utilizava um perfil feminino falso para ganhar a confiança das vítimas, convencê-las a enviar imagens íntimas. Depois, ele as extorquia para conseguir mais fotos, que eram vendidas em grupos. Ele foi detido em Passagem Franca, no interior do Maranhão.
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A investigação teve início após uma moradora de Sobradinho encontrar, no celular da filha de 14 anos, conversas que indicavam o envio de fotografias para uma pessoa de outro estado. A partir da denúncia, os investigadores identificaram que o suspeito criava perfis falsos nas redes sociais para atrair adolescentes e levá-las para conversas pelo WhatsApp, onde as convencia a enviar imagens.
Conforme a apuração, quando as vítimas descobriam que estavam conversando com um homem, passavam a ser ameaçadas e coagidas a enviar novos conteúdos. Além das imagens relacionadas à adolescente de Sobradinho, foram encontrados diversos arquivos envolvendo outras vítimas. O investigado também afirmou que comercializava esse material na internet.
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A prisão foi realizada, nesta terça-feira (7/7), durante a Operação Vigiai, realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho II), com apoio das polícias Civil e Militar do Maranhão. Após seis meses de investigação, os policiais cumpriram mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra o investigado.
No decorrer do cumprimento dos mandados, foram encontrados diversos arquivos de pedofilia armazenados pelo suspeito, reforçando a existência de uma rede voltada ao recrutamento, coação, compra e venda de material de exploração sexual infantil. Segundo a corporação, o homem foi indiciado pelos crimes previstos nos artigos 240, §1º, 241-B e 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
O nome da Operação Vigiai faz referência ao alerta para que pais e responsáveis redobrem a atenção com a atividade de crianças e adolescentes no ambiente virtual, diante dos riscos de aliciamento e exploração sexual pela internet.
O suspeito permanece à disposição da Justiça. Caso seja condenado, poderá cumprir penas que, somadas, chegam a 20 anos de reclusão. As investigações continuam para identificar e responsabilizar outros envolvidos no esquema criminoso

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