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PM que atropelou e matou cão em Vicente Pires está solto e na ativa

Militar atropelou animal de forma intencional e foi solto em audiência de custódia . Ele aguarda conclusão de sindicância administrativa da corporação. Crime foi registrado por câmeras de segurança

Atropelamento ocorreu quando animal estava dormindo -  (crédito: Divulgação/PCDF)
Atropelamento ocorreu quando animal estava dormindo - (crédito: Divulgação/PCDF)

O policial militar de 36 anos, preso em flagrante por atropelar e matar um cão comunitário em novembro de 2025, aguarda o desenrolar do processo em liberdade, após ter sido solto em audiência de custódia pouco depois crime. A corporação informou ter instaurado uma sindicância administrativa para apurar a conduta do agente, que segue na ativa. O nome do militar não foi divulgado. 

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Câmeras de segurança flagraram o momento em que o crime ocorreu, na madrugada de 12 de novembro, em Vicente Pires. O homem conduzia um veículo Volkswagen Gol branco e trafegava pela via externa do condomínio onde mora quando, de forma clara e consciente, desvia o automóvel para a direita, atropelando um cão comunitário que dormia na rua. Veja o vídeo:

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Informações da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra os Animais (DRCA) dão conta de que o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) solicitou a complementação do inquérito e, quando o receber, vai decidir se oferece denúncia ou não. Já a Polícia Militar (PMDF) afirmou que a apuração seguirá os trâmites legais, "assegurados o contraditório e a ampla defesa". 

Segundo a advogada Ana Paula de Vasconcelos — que integra a Comissão de Direito Animal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), esses são os trâmites legais do processo. "O importante é que ele seja denunciado e não possa fazer o Acordo de Não Persecução Penal (ANPP)", ressalta. O ANPP é um mecanismo jurídico que permite ao Ministério Público não processar um investigado que cometeu crimes de menor gravidade, cuja pena mínima seja inferior a quatro anos. 

pena para maus-tratos a cães e gatos varia de dois a cinco anos de reclusão, multa e proibição da guarda, podendo essa pena ser aumentada em até 1/3 se resultar na morte do animal. A condenação pode incluir pena de reclusão e, em casos específicos, como matar um cão a tiros, o condenado pode pegar até quatro anos e oito meses de prisão, além de pagar multa.  

O crime

Segundo a DRCA, as imagens analisadas não deixam dúvidas quanto à intencionalidade da manobra, que resultou na morte imediata do animal. "O autor, que deveria atuar na proteção da comunidade e dos seres indefesos, praticou justamente o oposto: utilizou o veículo como instrumento de violência", disse, em nota, a Polícia Civil (PCDF). 

"A protetora responsável pelos cães comunitários relatou que os animais são frequentemente hostilizados pelos moradores, apesar de utilizarem coleiras reflexivas e permanecerem em local iluminado, adotando-se todas as medidas de prevenção possíveis", acrescentou, à época, o delegado DRCA, Jonatas Silva.

A Polícia Civil ressalta a importância de denunciar casos de maus-tratos a animais. Denúncias podem ser feitas pelo telefone 197, opção 0, pelo e-mail denuncia197@pcdf.df.gov.br ou pelo WhatsApp (61) 98626-1197.

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postado em 03/02/2026 18:41 / atualizado em 03/02/2026 18:42
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