Violência contra a mulher

Violência contra a mulher afasta vítimas do trabalho por quase 6 dias

Levantamento revela ainda que mulheres perderam quase 4.500 horas de trabalho em razão das agressões

Entre 2023 e julho de 2026, 157 mulheres se afastaram do trabalho em razão de agressões -  (crédito: Joédson Alves/Agência Brasil)
Entre 2023 e julho de 2026, 157 mulheres se afastaram do trabalho em razão de agressões - (crédito: Joédson Alves/Agência Brasil)

O aumento dos casos de violência contra a mulher acende um alerta para o impacto das agressões na vida profissional das vítimas. Entre 2023 e julho de 2026, 157 mulheres se afastaram do trabalho em razão de agressões. Os dados são baseados em atestados médicos enviados à VR, empresa de soluções para trabalhadores e empregadores, por cerca de 4 milhões de trabalhadores da base de clientes da companhia, dos quais 47% são mulheres.

De acordo com o levantamento, ao todo, as mulheres passaram 558 dias, ou 4.464 horas, afastadas do trabalho. Além disso, a duração média das licenças mais que dobrou de 2025 para 2026. No ano passado, as vítimas ficaram, em média, 2,6 dias afastadas, enquanto, em 2026, o período chegou a 5,4 dias.

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Os dados, divulgados durante o Agosto Lilás, mês de conscientização e combate à violência contra a mulher, apontam para um crescimento no número de afastamentos ao longo dos anos. Os casos passaram de 24, em 2023, para 40, em 2024, e chegaram a 56, em 2025. Até julho deste ano, foram contabilizados 37 afastamentos. O número que corresponde a mais da metade dos registros de todo o ano anterior.

Além disso, o estudo também analisou a Classificação Internacional de Doenças (CID),presente no atestado médico. Segundo a empresa, 87,9% dos afastamentos são causados por violências físicas, seguidos por maus-tratos (3,8%), negligência e abandono (3,8%) e agressão sexual por força física (3,8%).

Os números também se diferem entre os estados. São Paulo concentra quase metade dos casos (47%), seguido por Paraná (19,5%), Bahia (16,8%), Minas Gerais (11,8%) e Goiás (4,8%).

*Estagiária sob a supervisão de Rafaela Gonçalves 

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postado em 27/08/2026 15:23
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