
Segundo o Ministério Público, os responsáveis conheciam os riscos da atividade, mas deixaram de cumprir procedimentos essenciais de segurança, como a conferência da conexão da corda e a dupla checagem dos equipamentos antes do salto.
Na denúncia, a Promotoria afirma que o grupo explorava comercialmente a atividade sem atender às exigências legais e sem definição clara das funções de cada integrante da equipe.
O órgão sustenta que "os responsáveis pela execução do salto tinham pleno conhecimento dos riscos da atividade, mas deixaram de adotar as cautelas necessárias". Também aponta que os envolvidos priorizavam interesses econômicos e a divulgação dos saltos nas redes sociais em vez da segurança dos participantes.
A defesa de Luis Felipe Feliciano Egoroff e Maicon Fernandes Cintra disse discordar da denúncia. O advogado Rafael Gomes dos Santos afirmou que os acusados não tiveram intenção de matar nem assumiram o risco do resultado, e declarou que "a defesa demonstrará em Juízo a conduta culposa dos réus, sem incidência de quaisquer qualificadoras para o crime".
- Leia também: Vacinação contra HPV ganha reforço
O Ministério Público pediu a manutenção da prisão preventiva dos três homens, a conversão da prisão temporária de Evelyne em preventiva e a fixação de indenização mínima de R$ 200 mil à família da vítima.
A morte ocorreu em 13 de junho e foi investigada em dois inquéritos da Polícia Civil. O primeiro indiciou os três instrutores responsáveis pelo salto e o segundo apontou a organizadora do evento pelos crimes de homicídio e fraude processual. Ao todo, oito pessoas foram investigadas.
Se a denúncia for aceita, haverá audiência de instrução e, ao fim dessa fase, a Justiça decidirá se os acusados irão a julgamento pelo Tribunal do Júri.
*Estagiária sob a supervisão de Andreia Castro

Brasil
Brasil
Brasil
Brasil
Brasil
Brasil
Brasil
Brasil