COPA DO MUNDO

Argentina bate Suíça na prorrogação e encara Inglaterra na semifinal

Com Messi apagado, atuais campeões sofrem muito mais uma vez, mas encontram alívio na prorrogação e terão clássico com Inglaterra

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João Vitor Marques
12/07/2026 00:55 - Atualizado em 12/07/2026 00:56
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Messi comemora com os companheiros a vitória da Argentina contra a Suíça -  (crédito: Charly Triballeau/AFP)
Messi comemora com os companheiros a vitória da Argentina contra a Suíça - (crédito: Charly Triballeau/AFP)

Kansas City — A cada capítulo, o roteiro da Argentina nesta Copa do Mundo reserva emoções mais intensas. À flor da pele desde o início do mata-mata, a atual campeã parecia querer recusar grandes sensações neste sábado (11/7), no Arrowhead, em Kansas City. Abriu o placar, “cozinhou” o jogo… Mas há coisas das quais não se pode escapar. Mais uma vez, com drama, ganhou e se classificou: 3 a 1 na prorrogação, após empate por 1 a 1 nos 90 minutos, e classificação garantida para as semifinais. O sonho do tetra segue vivo.

Semifinais da Copa do Mundo de 2026

  • França x Espanha – terça-feira (14/7), às 16h (de Brasília), no AT&T Stadium, em Dallas (Estados Unidos);
  • Inglaterra x Argentina – quarta-feira (15/7), às 16h (de Brasília), no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta (Estados Unidos).

O jogo

A Argentina abriu o placar logo aos dez minutos do primeiro tempo. Após cobrança de escanteio do atacante Lionel Messi, o meio-campista Alexis Mac Allister cabeceou e encobriu o goleiro Gregor Kobel: 1 a 0. O gol mudou totalmente o que teoricamente seria a dinâmica natural do jogo.

Em vantagem, os argentinos recusaram a emoção. Afinal, estavam calejados. Os confrontos cheios de tensão e reviravoltas contra Cabo Verde e Egito nos mata-matas anteriores fizeram a atual campeã do mundo ficar por um fio. Desta vez, a ideia claramente era outra: tentar evitar qualquer tipo de risco.

Assim, mesmo com uma clara vantagem técnica, a Argentina decidiu “cozinhar” o jogo e muitas vezes deu a bola para a Suíça. O problema é que os suíços pareciam não saber o que fazer com ela: finalizaram apenas três vezes no primeiro tempo, só uma em direção ao gol, para uma defesa tranquila do goleiro Dibu Martínez.

A verdade é que o primeiro tempo foi lento, faltoso e com pouca emoção – graças à Argentina versão Copa Libertadores.

O segundo tempo voltou sem mudanças nos times e nem na dinâmica da partida. Vez ou outra, a Suíça parecia que poderia levar perigo, mas não conseguia concluir – seja por boas intervenções dos zagueiros Cuti Romero e Lisandro Martínez, seja por erros em tomadas de decisão.

Mas, de tanto rondar a área, os suíços começaram a levar perigo. A primeira grande intervenção de Dibu Martínez foi só aos 19, quando saltou para espalmar um cabeceio. No minuto seguinte, foi no chão e defendeu um chute de fora da área. Logo depois, aos 22, Ndoye tabelou pela esquerda e bateu na saída do goleiro para empatar o jogo.

A festa suíça, porém, durou pouco. Aos 24, o árbitro português João Pinheiro assinalou falta de Leandro Paredes em Embolo e apresentou o amarelo ao argentino. Contudo, o VAR percebeu um “erro de identidade”, interveio e percebeu que o suíço havia simulado a infração. Com isso, foi ele quem recebeu a advertência. Como já tinha levado cartão no final do primeiro tempo, foi expulso e deixou o campo chorando, muito abalado com a situação.

Daí para frente, o ambiente do estádio aumentou a favor da Argentina, e a Suíça recuou. A Alviceleste tentou pressionar e desperdiçou chances, inclusive uma evidente com Messi e outra com Mac Allister. O time que havia tentado recusar a emoção desde o primeiro tempo se viu perseguida por ela. Prorrogação.

Prorrogação

Após a expulsão, o técnico Lionel Scaloni tentou de tudo e fez várias alterações. Entraram nomes como Nico González, Lautaro Martínez e Thiago Almada. Apagado, Messi saiu do centro e tentou buscar o jogo mais recuado e, por vezes, aberto pela direita – a exemplo do que havia feito diante do Egito. Mas os suíços resistiam bravamente e levaram o empate ao intervalo da prorrogação.

No segundo tempo, Scaloni arriscou mais uma vez e colocou outro centroavante: Flaco López assumiu a vaga do volante Leandro Paredes. E foi dele a jogada que resultou em um gol antológico para definir o classificado. Aos sete minutos, o palmeirense construiu pela esquerda e tocou para Julián Álvarez fazer o mais difícil. O atacante do Atlético de Madrid cortou para dentro e colocou no ângulo esquerdo de Kobel, que pouco podia fazer. Nos instantes finais, Lautaro Martínez ainda aproveitou contra-ataque para marcar o terceiro e garantir a Argentina na semi.